segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Abre alas, eu quero passar!


Jornalistas em coletiva de imprensa são como urubus diante a carniça: são capazes de matar ou morrer para conseguir o que querem. Quem já passou por isso sabe do que estou falando. Sempre acontece uma batida com o microfone no seu braço, um empurrão “discreto”, um “dá licença” bem gentil. Todo esse belo tratamento apenas para conseguir duas ou três respostas do entrevistado em questão. Principalmente quando se trata de fontes oficiais (prefeitos, candidatos e outros de órgãos públicos) e noticias de última hora. Me chame de pamonha se quiser, mas não vou empurrar o repórter da frente porque preciso das sonoras (respostas) do entrevistado como se não houvesse amanhã. Se a coisa toda é coletiva, para que o desespero? O mais legal ever é quando você, assim como alguns dos outros humildes repórteres, precisa esperar que a estrela (de)cadente grave sozinha porque “é para a tevê”, ou para o rádio, ou para Marte. Tá, e daí? Eu também preciso montar a minha reportagem e seguir o dead line. O cara da revista idem. A moça do jornal impresso está na mesma situação. Ou seja, todos têm compromissos, dead line (tempo, pouco tempo) e etc, etc. Eu não estou à toa na vida e o meu amor não me chamou pra ver a banda passar cantando coisas de amor, até porque provavelmente nesse horário estávamos ocupados a espera de uma entrevista. A lua de cristal, o cometa, o alfa, o ômega, a estrela mais importante do céu não é a (o) única (o) que precisa cumprir horário . Estrela? É. Pelo menos é assim que o (a) “colega” se considera. Acha (sim, só ela (e) acredita que realmente seja uma) que é a mais importante, a mais ocupada, a mais simpática e a mais foda para conseguir em primeira mão aquilo que todos vão conseguir, independente da ordem de “aproximação” da fonte, afinal falamos de coletiva e não de individual de imprensa, só para lembrar.

Em conversa – revoltada – com os colegas onde trabalho sobre essas atitudes brilhantes, me disseram: “ah, vai ver não querem que vocês gravem junto a eles porque fazem perguntas tão ruins que sentirão vergonha se mais alguém, além do entrevistado, ouvir.” É, pode ser. Mas mesmo assim, não justifica. Não é culpa dos demais repórteres se o brilho eterno não sabe questionar. Humildade, compreensão e trabalho em grupo? Não trabalhamos. Considero jornalistas os profissionais mais desunidos da terra, do mar, do ar e de outros planetas, caso existam comprovadamente. É a classe mais “sai da frente que eu vi primeiro”; é cada um por si e o diabo por todos. Eu só não entendo o motivo. Se a coisa toda existe para facilitar, para que por pelo em ovo?

Outra coisa ótema na rotina de um (a) repórter phyno e dygno é ter de ouvir da fonte “querida, espera um pouquinho, tá. O pessoal da tevê (exemplo, cof, cof) vai chegar daqui a meia hora, quero falar primeiro com eles”. “Ah tá, obrigada. Enquanto isso, vou ali me jogar da ponte, já volto”. É, você chega antes do horário previsto na pauta e precisa esperar outro meio de comunicação chegar porque a fonte está precisando de uma promoção pessoal, de um super marketing e, nesses casos, só a tevê faz isso por você. Ética – a gente não vê por aqui.

Já que perguntas ruins foram mencionadas, ficam dois vídeos que exemplificam o que é um jornalista metido, folgado e à toa.



Outro clássico. Pergunta idiota, tolerância zero.


Claire

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Sobre {Vivendo}

Corrido? Você acha que nossas vidas estão cada vez mais corridas?Pois essa é a mesma sensação que tenho sentido, e creio que você esteja certíssima. Não estou aqui reclamando das novas obrigações e compromissos. Mas me ocorre um momento de nostalgia... Esses dias me lembrava de quando tinha uns 7 ou 8 anos de idade, e adorava ver os mais velhos, como eles eram importantes, falavam com todo mundo, conheciam tudo, estavam a frente das empreitadas, enfim aquilo, ao meu ver, era o ápice do universo, e queria mais do que tudo chegar até lá. Hoje já vivencio um pouco dessa fase de correrias e 123414843546874 de coisas à fazer ao mesmo tempo. Já dizia o velho poeta: “Mente desocupada é oficina do diabo”. Quer saber de verdade? Por quê não deixá-lo trabalhar um pouco nos negócios também? Agora sem mais piadinhas, vamos voltar ao trabalho porque a vida não anda nada fácil por esses lados aqui, e em breve traremos um convite aos interessados em um Congresso de Jornalismo que vai acontecer em Rio do Sul, entre outros, o Jornalista Caco Barcelos, da Rede Globo. Confira mais informações aqui.
E corra porque seu celular já deve estar tocando agora, que você acaba de perder uns 5 ou 7 minutos lendo este pequeno rabisco ;)


Tardes mais inspiradas virão!

Lispector

domingo, 4 de outubro de 2009

Diferenças


O banho das mulheres

1 . Tira a roupa e coloca no cesto de roupa suja.

2. Vai para o banheiro de roupão..

3. Se cruza com o marido no caminho, cobre o corpo.

4. Pára diante do espelho e analisa o corpo.

5. Força a barriga para fora para poder se queixar que está mais gorda do que realmente está...

6. De costa

s, empina a bunda para verificar a celulite.

7. Antes de entrar no box, organiza a toalha para o rosto, a toalha para os cabelos e a toalha para o corpo.

8. Lava o cabelo com xampu.

9. Enxágua longamente.

10. Repete o processo de lavar o cabelo com o xampu.

11. Enxágua longamente de novo.

12. Enche o cabelo com condicionador e deixa por 15 minutos.

13. Lava o rosto com sabonete esfoliante até que o rosto fique vermelho..

14. Lava o resto

do corpo com sabonete hidratante para o corpo.

15. Tira o condicionador do cabelo.

16. Este processo leva 10 minutos. Ela deve estar segura que todo o condicionador foi retirado.

17. Depilação de axilas, pernas e área do biquíni.

18. Desliga a ducha. Escorre toda a água dentro da ducha.

19. Sai da ducha e se seca com uma toalha do tamanho da África Meridional.

20. Enrola uma toalha super absorvente na cabeça.

21. Revisa mais uma vez o corpo em busca de detalhes..

22. Retorna ao quarto com o roupão.

23. Se encontra

o marido, se cobre mais ainda e corre para o quarto..

24. Uma hora e quarenta minutos depois, está vestida e pronta.


O banho dos homens

1. Sentado na cama, vai tirando toda a roupa, arrotando, peidando e jogando tudo no piso em frente.

2. Cheira as meias e a cueca, para após lançá-las sobre o montinho formado.

3. Vai pelado até o banheiro.

4. Se encontra a esposa no caminho, balança o pinto imitando um ventilador.

5. Pára defronte

ao espelho para ver o físico.

6. Encolhe a barriga.

7. Faz pose de halterofilista.

8. Checa o tamanho do pinto.

9. Por fim, coça o saco.

10. Entra na ducha.

11. Não se preocupa com toalhas. Se não tiver por ali uma de banho, vai se secar com a de rosto mesmo.

12. Lava o rosto com sabão.

13. Se mata de rir com o eco que faz dentro do box quando peida.

15. No b

anho, deixa cabelos do saco no sabão.

16. Lava o cabelo com qualquer xampu.

17. Não usa condicionador.

18. Faz um penteado punk.

19. Sai da ducha para ver no espelho como ficou seu penteado punk.

20. Morre de rir.

21. Mija dentro do box.

22. Faz toda a vizinhança ouvir quando assoa o nariz dentro do box.

23. Tira o xampu e sai imediatamente da ducha.

24. Não se dá conta de que todo o banheiro está molhado pois, tomou banho com o box aberto.

25. Quase seco, pára outra vez diante do espelho.

26. Contrai os músculos e revisa o tamanho do pinto.

27. Coça o saco.

28. Sai do banheiro e deixa a luz acesa.

29. Deixa pegadas molhadas com espuma de sabão.

30. Volta para o quarto.

31. Se encontra a esposa no caminho, volta a balançar o pinto, imitando ventilador.

32. Dá um tapa na bunda da esposa.

33. Chuta as roupas que estão no piso do quarto para um canto.

34. Quatro minutos depois está vestido, pronto e perguntando se a esposa ainda vai demorar muito.


Texto gentilmente enviado por Márcia Kraemer ao blog. Mande os seus textos você também!

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Tem coisa pior que levar um fora?


Pois eu afirmo que não, talvez empate com uma traição... mas, mesmo assim afirmo que não, não tem nada pior que um fora. Ainda mais quando se trata de um fora sem ter experimentado os lábios daquele cara incrível, romântico, educado, lindo, inteligente e muito, muito amigo. Sendo assim, não tem como não se apaixonar, concordam? Um cara assim, te faz crer que é o teu príncipe encantado. Tudo nele te encanta. Tudo parece perfeito, mágico... e você acredita ter encontrado sua alma gêmea! Em meio a longos suspiros pensa nele, sonha com ele, deseja estar com ele. E as conversas então.... são horas de papos interessantes. Parece que ele sabe exatamente o que você gosta, o que você quer ouvir. Tudo isso com ar tímido, um sorriso encantador, uma gargalhada contagiante.

E você? Cada vez mais apaixonada, começa bem sutilmente a deixar transparecer seus sentimentos, através de um email, um torpedo, uma ligação... Na esperança de receber um sinal, algo que te faça perceber se ele está sentindo o mesmo, entende?Mas ele vai se tornando ainda mais atraente, se fazendo de desentendido, faz de conta que não percebeu seus sentimentos... mas continua incrível. E você então começa a ser mais o

bjetiva e ele então, você sente, começa a meio que evitar alguns assuntos...E você começa a perceber que ele está mesmo fugindo deste sentimento intenso, profundo e arrebatador, ao ponto de evitar ficar a sós com você. Mas, cheia de sonhos e de esperança, em um rompante de paixão ardente, você finalmente abre o seu coração e revela seus sentimentos, porque não suporta mais tanto amor dentro do peito, que chega a te sufocar, é preciso colocar pra fora sem nunca imaginar que levaria um fora, afinal vocês se conhecem a meses...e você tem certeza que não foi por acaso que o destino o colocou em seu caminho, e a troca de olhares, os abraços...tudo indica que aí está nascendo um eterno romance e você até já conclui a cara desta paixão.

Fatídico engano.

Ele inicia, depois de te ouvir atentamente, te fazendo os mais belos elogios, como se você fosse realmente a pessoa que ele esperava... mas, no final dá a sentença: "não é o meu momento para iniciar uma relação". Meu Deus! Sabe quando o mundo cai sobre a sua cabeça? Pois é exatamente esta uma das sensações. Sim, porque em fração de segundos passam na sua mente as mais terríveis indagações. Do tipo: Puxa vida, como posso te me enganado tanto, o que há de errado em mim? O que vou fazer agora? Não tenho mais cara nem pra continuar uma amizade. Que vergonha. Então, como não se abriu um buraco em sua frente pra você se enfiar nele...o que resta a fazer é sair de fininho, morrendo de raiva de você porque na verdade você queria que tal iniciativa partisse dele e além de tomar a frente leva um baita fora.

Indignada e sem entender direito o que o levou a dizer não, você leva dias, meses, pensando no fato ocorrido, mas não sente raiva dele, mas sim de você mesma, com a sensação de ter feito tudo errado, de ter criado uma situação desconfortável para ambos. Mas enfim, você aprende que nem sempre o momento certo é aquele que imaginamos, nem sempre uma grande amizade transforma-se em amor,nem sempre estamos preparados quando pensamos que estamos,e o melhor de tudo é que você aprende que nem sempre um fora significa o FIM.

Pode estar apenas começando uma grande história de amor! Porque este sim, se resistir conquistará. Note bem, eu falei resistir e não insistir. Há uma grande diferença entre ambos, pois dar tempo ao tempo, sempre! Tornar-se inconveniente, nunca.



Rita de Queluz.


(Rita de Queluz é faixa das Garotas Nada Vazias. Mande seu texto para garotasnadavazias@gmail.com e nós publicaremos)

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

O advento da Internet

Ao chegar em casa, muitos de nós têm por hábito ligar o computador. Estamos interligados em pelo menos uma comunidade da rede social, seja Twitter, MSN, Orkut, Blog, Facebook ou My Space, só para citar exemplos. Eu, felizmente ou infelizmente, estou inserida em todas elas, em umas com mais esmero que outras. É comum a gente tropeçar em todo tipo de pessoa, desde os amigos, até o desconhecido que mora do outro lado do país, e essa é uma das melhores partes.

Já ouvi de algumas pessoas que é loucura esperar alguma coisa de alguém que você não vê o rosto, desconhece as expressões e não tem ideia de como se comporta. Você pode até vê-la através de fotos ou ligar a web cam, mas mesmo assim você não sabe exatamente quem está ali. Ouvi ainda quem em 90% dos casos não vale a pena marcar um encontro casual com alguém que se converse pela internê, seja há muito ou pouco tempo. Pois bem. Eu discordo. E pude manter minha discordância no final de semana.

A dona Internet está aqui para nos ajudar ou para feder com tudo, e isso depende de quem usa e de como se usa. Dizem “po, mas como é que você vai acreditar no que estão te falando pelo MSN? Pode ser falsidade pura!”. Ok. E na vida “real” falsidades, quebras de contratos, sujeiras e indelicadezas não acontecem? Não sei você, mas na minha acontecem e aos montes. “Tá, Claire, mas a pessoa não está olhando nos seus olhos, como você vai saber?” Já me enganaram bonitinho enquanto encaravam a menina dos meus olhos e isso é horrivelmente verdade. A pergunta é: Porque conhecer uma pessoa que mora a zilhões de distancia, se posso simpatizar com alguém na rua? Conhecer pessoas é sempre muito bom, pelo menos para mim. Trocar ideias, rir, sair, ou simplesmente não fazer nada - como olhar para um lago extremamente calmo, com pombos em volta e um banquinho de metal em frente a este cenário (eu fiz isso) – me dá sensação de crescimento pessoal, de interesse recíproco (e esse interesse depende de cada um), de aprendizado e de coragem. Sim, muitas vezes o que nos falta é um pouquinho de coragem em cada lado do corpo.

Agora posso dizer que em 99% dos casos vale à pena conhecer aquela pessoa que fala com você através de uma máquina chamada computador. O 1% representa que não vale à pena quando você não tem tempo suficiente para isso, como um dia, um dia e meio. Se você aí está em duvida quanto aquele menino maneiro ou aquela garota aparentemente legal, marquem algo e tirem a dúvida, mesmo que seja apenas amizade, marquem. Uma das pessoas mais legais que conheci foi através da internet. E as piores pessoas que conheço conheci ao vivo mesmo, em relacionamentos saudáveis e reais dignos de aprovação pelo Inmetro.


Claire

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Do namoro... divergências com a realidade.

Ele era bonito, simpático, um pouco tímido e realmente mostrava-se afim de você. Ele te pede em namoro e sua luz vermelha acende: "Cilada, cilada, corra, fuja, se esconda!" Mas como um belo exemplar de brasileira você pensa: - "Ah, não deve ser nada." E segue adiante, porque como diz aquela frase ridícula: "Sou brasileiro (a) e não desisto nunca." É o começo de uma grande burrada. E assim, do “nada” você está namorando um cara que não combina com você! Os gostos musicais, os gostos literários (se é que ele realmente gosta de ler), os filmes, as comidas, os amigos. Gosta de “tirar” com as pessoas que o cumprimentam e realmente não é nenhum pouco educado ou delicado, ou ainda, simplesmente gentil.

Gosta de agir feito uma criança pequena apesar da cara aparentar ser de alguém mais velho, cheia de marcas de expressão. Nada agrada o tal sujeito, a não ser, encher a cara e ficar feito um gambá bêbado com os amigos, para no final da festa pegar na sua mão e sair dali feito um louco. Você até cogita a ideia de terminar o namoro, mas o tal sujeito é tão ardiloso que finge um pré-choro e cenas do tipo: "Você queria isso desde o inicio e não perdeu tempo, né?", ou ainda, "Eu faço tudo por você e você não valoriza nada do que eu faço!", mas você também pode ter a sorte de ouvir algo do tipo: "Você nunca me amou!" Quanta tragédia. Terminar? Desse jeito não, porque no final das contas ele dá um jeito até de chorar para amolecer esse seu coração de pedra.Você realmente é muito má, sabia? Que coisa feia fazer isso com um pobre menino inocente, que não faz nada a não ser, sei lá, bater nos outros? Encher a cara? Te tratar feito um lixo? Só te querer para "aquilo"? Te excluir da vida particular? Ser totalmente grosso, mal educado, estúpido e por que não, hãaaa... Burro? Tadinho, né? Vocês não ficaram com pena também? Pois é, é de cortar o coração.

Mas um belo dia ele para de ligar ou, não dá mais sinal de vida. Você pensa consigo mesma: "Dois quilos de macumba a menos!" E fica tranquila, totalmente tranquila, por cerca de duas semanas, que normalmente é o prazo que eles dão para só depois voltar a incomodar. Com a maior da cara de pau ele retorna do nada para tirar satisfação do por que de você não ter ligado para ele. Você reflete e pensa: "É mole ou eu preciso mais?" A conversa se segue e as mentiras ficam totalmente expostas. Ok. Todo mundo já conhece as respostas pré-formuladas: "o celular ficou no carro e eu não consegui comprar um cartão telefônico pra ligar e meus amigos, veja só, por coincidência também estavam sem o celular." Tadinho né gente. Que pecado, o coitado só não tem sorte. E foi somente por todas essas coincidências que ele não entrou em contato.

Acredito. E neste ano, pedirei uma casa própria para o papai Noel porque eu fui uma menina e filha bem boazinha. Vou pegar o pote de ouro no fim do Arco-Íris, vou me cobrir até o pescoço pro bicho papão não me pegar, a desigualdade social não existe, e não tem nenhum animal em extinção e muito menos gente morrendo de fome.
É tão bom quando descobrimos a verdade, não é? Realmente, como já diziam sobre a educação, o mesmo acontece com a verdade... Ela liberta.

Dita

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Pode ser ou tá dificil?

Tenho visto de tudo nos últimos dias. É nascer do dia com sol e chuva no final, é inverno tão quente que você acha que já está na primavera, mas esqueceram de te avisar. É gripe suína que não é do porco, é gente que espirra uma vez por semana e acha que está prestes a encontrar Deus (ou o diabo), é chuva infinita numa tarde abafada, é gente grossa em ambiente de trabalho, é gente reclamando (como eu faço agora!) de tudo e de todos, é descontentamento daí, daqui e de lá, é cantor que mudou de cor, morreu e ainda é noticia, é médico taradão que bolina qualquer coisa que respire e tenha pernas, é concurso de beleza que descarta cérebro, é a veneração cada vez maior por mulheres com bundas enormes, peitos gigantes e cuca minúscula, é cavalo atropelado por outro cavalo (veja aqui), é falta de educação dentro de sala de aula, é neguinho metendo os pés pelas mãos, é político que nega fraudulência (olha! que novidade!), é anônimo que comenta da mulher do marido da ex que pegou o atual da futura (ai, que rolo), é “mãe” que enterra filho vivo, é professor recém saído dos corredores da graduação lecionando sem experiência nenhuma, é gente há 15 anos na mesma faculdade/curso, é deboche de um lado, risinho tolo de outro. Tudo é motivo para bagunça. Tudo parece muito estranho. Tudo está fora de foco. E nada disso eu entendo. Ou quero entender. Ou posso entender.

O engraçado é que tudo acima citado não tem graça nenhuma. E o mais engraçado ainda é o quanto as pessoas se importam e com o quê. Sim, eu sei que cada um tem livre arbítrio para escolher o que quiser, mas por deus! Saiba responder pelos seus atos. Poucos se importam com a notícia de que o saudoso (é a p#$@%¨& que pariu) Sarney ignora o fato de ter desde o papagaio até a tataravó trabalhando no senado. Ninguém se importa, afinal a coisa toda acontece lá em Brasília mesmo. Mas quando o assunto é a nova cirurgia de lipoaspiração da Sei Lá Quem do Big Brother todo mundo se interessa. Todos sabem, todos procuram saber. O mesmo acontece neste humilde e torto blog. Se o texto é grande, dá preguiça; se é curto, é vazio. Se as frases estão soltas está estupidamente tosco, se tem todo um contexto deveria ser escrito num livro de geografia, ou seja: vocês são chatos pra cacete e deveriam desde já nos mandar seus textos para que possamos publicar e analisar de perto o potencial afogado nesses corpinhos ralos e para que possam sentir na pele (ou nos olhos) o quanto é "legal" ter um estúpido falando asneiras sobre o texto que ele obviamente não entendeu. (garotasnadavazias@gmail.com - oi!) Criticar é normal, bater ponto criticando é falta de vida.

Sabe o que acho bem cômico, digno de riso frouxo? Você optar por comentar sobre a vida da escritora da vez e não sobre o texto em si. Não, não moderamos os comentários e realmente não importa se você xinga ou não. "Caixa de comentário é um agregador de pau no cu", diz Didi. O que importa é que ninguém está aqui a fim de receber comentário abobado porque a simpatia não entendeu o texto ou não vai com a cara de quem postou. E isso é falta de argumentos e coragem. Sim porque duvido – e duvido mesmo – que você teria coragem de mandar um e-mail ou chamar para conversa qualquer uma das três. Duvido, hein. É fácil, bem fácil a gente se disfarçar (mal pra burro) num anonimato ridículo, num pseudônimo tosco, em frases sem sentidos e contraditórias só para querer aparecer de alguma maneira. Ok, todos temos - felizmente ou infelizmente - direito ao verbo nessa espelunca chamada internet então, por favor, saiba respeitar. Caso contrário, existe um xzinho vermelho no canto superior direito da sua tela que faz milagres.


Claire